Até logo!!!
“Mas ontem eu recebi um telegrama. Era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo – Nêgo, sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz que muito te ama, que tanto te ama, que muito te ama, que tanto tanto te ama. Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom-dia, de beijar o português da padaria.”
Arrumando as malas, enchendo-as de esperança, receios, alegria e medo, dei-me conta que todas as situações nos impõem coisas boas e outras não tão boas assim. Mas apesar destes aspectos um tanto quanto obscuros e tristes, não há porque retroceder e deixar de experimentar, de tentar, de viver.
O que me faz pensar em não viver o novo é o que fica para trás (geograficamente falando), são aqueles que amo, com quem me importo e de quem sinto falta mesmo quando estão ao meu lado. Sentir falta de pessoas, lugares e situações familiares é o que amedronta e faz pensar em não dar o passo à frente. No entanto, as razões que me impelem a prosseguir são exatamente as mesmas – o amor, a saudade, a vontade de ser e fazer os que amo felizes. É pensando em ter mais a oferecer àqueles tão queridos, em termos de experiência, vivência, sentimentos amadurecidos e a vontade de estar sempre junto, que me encoraja a viver, mesmo que ocasionalmente não tão perto, embora muito, muito próximo.
Pensando neste amor, no carinho, nos bons momentos, nos sorrisos conhecidos e queridos, abro-me a novos caminhos, que espero também repleto de sorrisos e carinho. Mas que o caminho já conhecido volte a ser em breve o meu, para de novo vivenciar nossas canções, descobrir momentos bons, sorrir e ter de volta olhares onde o que se vê é muito amor e apenas isso.
Érica França (Trecho de Telegrama – Zeca Baleiro)
